Aprendi a ser patriota com meu estado antes de pensar de onde vinham os nenéns, aprender a falar ou de tentar acreditar em Deus.
De fato, concordo com as coisas que sempre defendi.
O meu Rio Grande do Sul já criou grandes atores, esportistas, músicos, engenheiros, enfim... qualquer profissão que possa sair de nossas faculdades ou mercado de trabalho.
Quando afirmo isso, não estou criando essa realidade. Embora eu
pudesse criar uma bela realidade se assim fosse de minha vontade. Afirmo isso,
por relatos que ouvi, ouvi de pessoas de outros estados. Pessoas que admiram
gaúchos.
Somos singulares em nossas capacidades. Somos únicos.
Exatamente isso que me preocupa.
Raras vezes vejo algo coletivo saindo do Rio Grande do Sul. Somos
singulares demais. Aprendemos a criar um grande amor por um estado, mas talvez,
nem isso seja uma coisa coletiva. De fato não. Alguns conseguem amar mais que
os outros.
Não diria que somos egoístas, egocêntricos ou narcisistas. Eu diria
que somos praticamente incapazes de trabalhar em grupos. Claro que temos
algumas realizações de “grupos” dentro do estado, afinal, não somos ninguém
para quebrar a regra da exceção.
Faço isso por aquilo. Se “não” eu também “não”. Ceder, jamais. Que “sirvam
nossas façanhas de modelo a toda terra”. Isso é muito bonito, cantado por várias
pessoas. As façanhas de alguns já serviram de modelo para vários, até mesmo
para nós. Quero poder dizer “nossa façanha, vai mudar algo”, e não mais ficar
orgulhoso por algo que apenas eu fiz.

