Me levanto, caminho em direção a porta. As paredes são de vidro, assim como a porta. Caminho apressado, passos rápidos, preciso chegar logo até lá. Em um momento inconsciente de distração eminente dou de cara na parede, erro a porta, todos riem, fico envergonhado, vermelho e parece que vou ter um ataque do coração, de tão mal que me sinto nesse momento.
Após cumprir o resto da tarefa, volto e ainda preciso sair.
Isso parece familiar ou absurdo?
A diferença entre isso e qualquer outro erro que cometemos duas vezes ou mais vezes é:
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Não é errado errar.
Não é errado não saber.
O errado é não querer, não perceber que precisa mudar.
Aqui é o espaço aonde as pessoas vão pensar. “Ah, mas tem gente que não consegue ver que está errado, não percebe o erro sem ajuda”
Se você tiver o mínimo de sensibilidade e estiver andando no trilho de trem e ver um trem vindo em sua direção, o que você faria?
Quando erramos, de alguma forma, sempre vamos para uma direção oposta ou distorcida da situação original.
Você quer amar, quer ter um relacionamento perfeito e quer ser feliz. Você tem uma relação, as brigas começam e vocês terminaram a relação. Desejo e realidade foram diferentes. Mesmo assim, você vai lá em uma festinha e fica com uma pessoa que lembra a pessoa que você estava. Mesmo se sentindo mal, você bate com a cara no vidro de novo.


